sexta-feira, 25 de junho de 2010

A madrugada...

A madruga fria esconde toda a poesia,
as pessoas se escondem em suas cobertas e mascaras,
na rua só seguem os sem teto e os sem alma.
Os casais que ainda se amam, se aquecem e gemem de prazer.
Os cães gritam, chegam a uivar estão todos no cio.
A solidão minha verdadeira companheira, me faz morrer de frio.
Minhas mãos frias e secas,minha boca sedenta,
as palavras saem sem pressa,é tão grande minha ira....
Te busquei , mas um desencontro....
a ligação perdida,por pouco ,que sufoco ...ninguem ouviu,
Pra variar nossa tão forte ligação....
pressenti tua saudade, pois é imensa em mim também, é verdade,
Por que a vida me apresentou para ti?
nunca mais serei a mesma ,por que há tanto de você em mim,
quis outras vezes , te dar adeus, dizer: é o fim.
Qual mentira seria...por que sem você , nem sei quem sou,
Não sei se sou exagerada, ou se só é amor.
Sei que quanto mais o tempo passa,mas sei que sou toda tua
Nem quero saber de como será nosso amanhã,
sei que o pouco que tenho contigo hoje,é muito mais do que já tive
Nunca pensei fosse viver uma paixão....
não sei a quem agradecer,quem sabe a natureza....
Quem sabe aos deuses do olimpo....
Quem sabe ao mestre Vinicius,que tanto me ensinou...
Ele que tantas mulheres teve e tanto amou,
ou quem sabe devo simplesmente agradecer te por seres quem és,
e por me aceitar e querer exatamente como sou.

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